Existir é
sobreviver a escolhas injustas
Mas, existir não
deveria ser sobre sobreviver
Apenas viver na ausência de escolhas injustas
Existir é
sobreviver a escolhas injustas
Mas, existir não
deveria ser sobre sobreviver
Apenas viver na ausência de escolhas injustas
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No fim de semana passado, fui para o "mato", longe de tudo o que é civilização, para a fazenda de um amigo.
À noite, depois do jantar, sentados no exterior, sem luz, num breu de fim de mundo, olhei para o céu.
Vi o que já não via desde miúdo. Um céu crivado de milhões de estrelas, atravessado pela via láctea. Um espectáculo e tanto, que me fez pensar que não estamos sózinhos.
Lembrei-me de Karen Blixen e do África Minha e da vontade que eu tenho de voltar a ele.
Amazónia
brasileira registou este ano o maior número de incêndios desde 2010
A Amazónia brasileira registou, entre 01 de
janeiro e 09 de setembro deste ano, 56.425 focos de incêndio, o maior número
para o período desde 2010, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) do Brasil. Trata-se de um crescimento de cerca de 6% em
relação ao mesmo período de 2019, quando se contabilizaram 53.023 incêndios, e quando as imagens
das chamas naquela que é a maior floresta tropical do planeta circularam pelo
mundo e geraram indignação.
A Amazónia brasileira não ardia tanto desde 2010, quando o Inpe, um órgão
governamental, registou 72.946 fogos na região. Os dados do órgão contradizem o
atual executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, que tem
feito campanha negando que a Amazónia esteja a arder. Exemplo disso é um vídeo
divulgado esta semana pelo Governo, que diz que o "Brasil é o país que
mais preserva as suas florestas nativas no mundo".
"Essas queimadas na Amazónia são culturais e de pequena
proporção", indica o vídeo difundido pelo Governo, um argumento que tem
sido recusado por ambientalistas e vários observadores. O vídeo, produzido pela
Associação de Criadores do Pará (AcriPará), um grupo formado por fazendeiros
produtores de gado, foi divulgado na quarta-feira à noite nas contas da rede
social Twitter do vice-presidente brasileiro e chefe do Conselho Nacional da
Amazónia Legal, Hamilton Mourão, e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo
Salles.
"De que lado você está? De quem preserva de verdade ou de quem
manipula os seus sentimentos? O Brasil é o país que mais preserva as suas
florestas nativas no mundo. Essa é a verdade. Nós cuidamos!", escreveu
Mourão na mensagem que acompanha o material audiovisual.
"Recebi este vídeo, a Amazónia não está queimando", indicou por
sua vez Salles, ao publicar o mesmo conteúdo.
No início do mês, a Amnistia Internacional alertou para o "número
alarmante" de novos incêndios que lavram na Amazónia brasileira, acusando
as autoridades do país de não protegerem a terra e os direitos humanos naquela
floresta tropical. A organização não-governamental (ONG) destacou ainda que a
desflorestação na região aumentou 34,5% entre agosto de 2019 e julho de 2020 em
comparação com o mesmo período de 2018 e 2019, destruindo uma área total de
9.205 quilómetros quadrados. Parte dos incêndios na região amazónica costumam
ser iniciados intencionalmente por grileiros, indivíduos que tomam posse de
terras ilegalmente e desflorestam a área para criar pastagens.
A pecuária é a principal causa de ocupação ilegal de terras em reservas e
territórios indígenas na Amazónia brasileira, alimentando o desflorestação e
afetando os direitos dos povos indígenas e residentes nativos.
No total, 63% da área desflorestada na Amazónia, de 1988 a 2014, tornou-se
pasto para gado, numa área cinco vezes maior que Portugal, segundo um relatório
publicado pela Amnistia Internacional no ano passado. A Amazónia é a maior
floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área
do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados, e inclui
territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana,
Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).
Todo o mundo deveria
Ser ao menos uma vez frágil, desamparado
Poder marcar um
passado e um futuro
No momento exacto da escuridão
De preferência quando a cama está vazia
E o desconforto amanhece connosco
Todo o mundo deveria
Ao menos uma vez, ter saudades do passado
Ainda que sejam dolorosamente inúteis
Na falta de um abraço que nos desvende
E corrija qualquer ano menos bom
Todo o mundo no final, deveria poder dizer…
Chegou o tempo de reconsiderar a alimentação.
Por todo o globo, a produção de comida a sua distribuição e o lixo
resultante, ameaçam a vida selvagem, os locais selvagens e o planeta na sua
globalidade.
Hoje, 7.3 biliões de pessoas consomem 1.6 vezes os recursos naturais que o
planeta pode oferecer. Em 2050 a população será de 9 biliões e a demanda por
comida duplicará.
Portanto, como vamos produzir mais comida para mais pessoas, sem expandir
os terrenos cultiváveis e os gastos em água? Não é simplesmente possível dobrar
a quantidade de alimentos. Felizmente não teremos de o fazer – temos o dobro da
alimentação que necessitamos. Mas temos de congelar a nossa pegada ecológica no
que diz respeito à alimentação.
A médio prazo a produção de comida é suficiente para todos, apenas não
chega a cada um segundo as necessidades. Cerca de 1.3 biliões de comida são
desperdiçados a cada ano – quatro vezes a quantidade necessária para alimentar
800 milhões de pessoas que são subnutridas. Por outro lado inevitavelmente,
teremos que de forma global diversificar a nossa alimentação, olhando para
outras culturas e hábitos alimentares. Procurar fontes alimentares
alternativas.
Ao aumentar a eficiência e a produtividade, simultaneamente com a redução
do desperdício, nós podemos produzir comida suficiente para cada um em 2050,
usando a mesma quantidade de terra, que usamos actualmente. Alimentar toda a
gente de forma sustentável e proteger os nossos recursos naturais.
Olupito: um olhar à história da cidade com 106 anos
Jaime Azulay
Para agravar a situação, o seu clima severo tornou-a indesejável aos forasteiros, chegando a ser apelidada de “cemitério dos europeus”. No ano de 1842 D. Maria II assinou as portarias régias que ordenaram a deslocação da capital de Benguela para uma zona mais aliciante, precisamente onde hoje se situa o Lobito, mais favorável para a criação de pólos urbanos, limitada por morros, baixa e quebra-mar (a restinga).
Devido á sua implantação urbanística e desenho arquitectónico, o Lobito
representa um caso “sui generis” em Angola. O núcleo mais representativo e mais
antigo da cidade é a conhecida restinga. Trata-se de um cabelo de areia virado
para o Norte e com uma extensão de 2,5 km. Entre a restinga e o continente,
encontra-se uma baía totalmente abrigada, onde se construiu o “Porto do
Lobito”, considerado porto oceânico de primeira classe e um dos mais
importantes da costa ocidental africana.
A restinga é a parte velha da cidade. O seu perfil arquitectónico denota a
indisfarçável presença colonial portuguesa. O património imobiliário inclui,
igualmente, exemplares únicos da chamada “arte-nova”. Noutros edifícios
antigos, facilmente se vislumbra a influência dos mestres ingleses, que, no
início do século XX, estiveram envolvidos na construção do Porto e dos
Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB).
Desde cedo a expansão do pólo urbano da restinga ficou condicionado pela
limitação de espaço. A cidade tinha crescido até onde o obstáculo natural
lhe permitiu. Depois, sucedeu a conquista da zona oposta à da Restinga. Nasceu
assim o Bairro do Compão, a partir de um acampamento destinado ao pessoal que
labutava nas obras de construção do Porto e mais tarde dos CFB. O aglomerado de
barracas era designado pelos engenheiros e outros técnicos ingleses por
“Compound”. A palavra (que significa “composto”, na tradução à letra, foi
“aportuguesada” pelo pessoal angolano para “Compão”. E assim permanece até
hoje.
Alguns pesquisadores consideram o Lobito “Cidade Sem Historia”, em comparação à
vizinha Benguela, fundada nos alvores da colonização portuguesa, por Miguel de
Cerveira Pereira. A criação do Lobito é atribuída a uma portaria de 2 de
Setembro de 1913. Contudo, muitos investigadores refutaram a tese. O arquitecto
e urbanista Castro Rodrigues refere, num estudo que, muito antes dessa data, já
os povos locais conheciam esta baixa alagada, chamando-a de “olupito”,
designação da língua ovimbundo que significa “passagem”, “caminho”,
“passadeira”.
“Olupito” era itinerário obrigatório das caravanas oriundas do interior para o
litoral de Benguela, a fim de praticarem o comércio de escravos, cera e
borracha com os portugueses. De “Olupito”, nasceu o nome da cidade que tem toda
a sua existência ligada ao mar. Foi o mar, a porta para o mar, que definiu o
pólo urbano muito antes das portarias regias e dos decretos de D. Maria II.
Brasília, 27 ago 2020 (Lusa) - O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, afirmou hoje que as queimadas que fustigam a Amazónia são como uma "agulha no palheiro", tendo em conta a gigantesca dimensão daquela floresta, negando que esta esteja a arder.
"Nós temos essas questões das queimadas. Os dados de 26 de agosto indicavam que nós tínhamos 24 mil focos de calor [incêndio] na Amazónia Legal. Ora, minha gente, a Amazónia Legal tem cinco milhões de quilómetros quadrados. Vinte e quatro mil focos de calor significa que tem um foco de calor a cada 200 quilómetros quadrados. Isso é agulha no palheiro", disse Mourão, num debate organizado pelo Canal Rural.
"E o que está a ser colocado para o mundo inteiro? Que a floresta está queimando, que a Amazónia está a arder", acrescentou o vice-presidente ao minimizar os incêndios que lavram na região, advogando que o país "não é um vilão ambiental".
Hoje tive uma notícia animadora.
Uma espécie em vias de extinção no meu país, graças à criação de parques-santuários, está a recuperar de forma significativa. Falo da palanca negra gigante, animal maravilhoso.
A propósito disto, é de salientar, a preocupação cada vez maior na criação destas reservas de vida animal. Aqui já existem a Quissama, Kangandala, Bicuar, Iona, etc.
Mas a grande luta agora, centra-se na criação de reservas marinhas, absolutamente fundamentais para o equilibrio ecológico no futuro. Se nada for feito, o desastre é inevitável. E já agora leiam alguma coisa sobre aquacultura. Um verdadeiro atentado ecológico, como aconteceu na Suécia, no Chile e noutros locais com a produção de salmão. ( Nas águas das costas do Chile, a poluição maior é de... antibióticos, derivados da aquacultura intensiva de salmão - cada tanque tem em média 1.800.000 peixes, e o governo sabe e patrocina e aproveita).
Envolvam-se com associações, façam pressão, não deixem os nossos destinos nas mãos dos outros.
Earth Overshoot Day is August 22, more than three weeks later than last
year
OAKLAND, CA, USA — JUNE 5, 2020 — Earth Overshoot Day 2020 lands on August 22, more than three weeks later than in 2019, according to Global Footprint Network. The date reflects the 9.3% reduction of humanity’s Ecological Footprint from January 1st to Earth Overshoot Day compared to the same period last year, which is a direct consequence of the coronavirus-induced lockdowns around the world. Decreases in wood harvest and CO2 emissions from fossil fuel combustion are the major drivers behind the historic shift in the long-term growth of humanity’s Ecological Footprint.
The sudden year-over-year Ecological Footprint
contraction, however, is a far cry from the intentional change which is
required to achieve both ecological balance and people’s well-being, two
inextricable components of sustainability. At Global Footprint Network, we
envision a world where humanity lives on our planet’s ecological budget by
design rather than by disaster, so that all thrive within the means of
Earth.
“Humanity has been united by the common experience of
the pandemic and shown how intertwined our lives are. At the same time, we
cannot ignore the deep unevenness of our experiences nor the social, economic,
and political tensions which have been exacerbated by this global disaster,”
said Global Footprint Network CEO Laurel Hanscom. “Making regeneration central
to our rebuilding and recovery efforts has the potential to address the
imbalances both in human society and in our relationship with the Earth.”
Each year, Earth Overshoot Day marks the date when
humanity has used all the biological resources that Earth can renew during the
entire year. Humanity currently uses 60% more than what can be renewed – or as
much as if we lived on 1.6 planet. From Earth Overshoot Day until the end of
the year, humanity grows the ecological deficit which has been increasing
steadily since the world fell in ecological overshoot in the early 1970s,
according to the National Footprint & Biocapacity Accounts (NFA) based on
UN datasets (with 15,000 data points per country per year). Since UN data only
stretches to 2016, the global results for 2020 have been assessed using complementary
data.
To determine the impact of the pandemic on the carbon
Footprint (14.5% decrease), the period from January 1st to
Earth Overshoot Day was divided into three segments: January-March, for which
the International Energy Agency (IEA) released an analysis of energy and
emissions reductions; April-May, when the most restrictive lockdowns occurred;
and June-Earth Overshoot Day, during which the gradual loosening of confinement
policies is expected.
The forest products Footprint (8.4% decrease) is
strongly affected by demand forecasts which, in turn, determines wood harvest.
Even though construction has been ongoing during the pandemic, the forestry
industry predicted lower demand going forward and quickly reduced harvest
rates.
The global food system suffered significant
disruptions such as the temporary shutdown of food services and the
impossibility for migrant farm workers to cross borders. From farm to table,
access both to market and to food has been compromised, increasing food waste
and malnutrition simultaneously. Nevertheless, the food Footprint overall seems
to have been unaffected by the COVID-19 pandemic.
Lessons
carrying us forward
This year more than ever, Earth Overshoot Day provides
an unprecedented opportunity to reflect on the future we want. Efforts to
respond to COVID-19 have demonstrated that shifting ecological resource
consumption trends in a short timeframe is possible. As we emerge out of the
public health crisis and focus on rebuilding our economies and our lives,
strategies informed by biological resource security and 1-planet prosperity are
far more likely to bring about the positive outcomes that decision makers seek.
Already, powerful lessons can be drawn from the
collective experience of the pandemic:
·
Governments are capable of
acting swiftly, both in terms of regulations and spending, when they put human
lives above all else;
·
Humanity is one biology and is
stronger when we act together:
·
Businesses – including our
partner Schneider Electric – and individuals alike can effectively align and
collaborate in the pursuit of a shared goal when people recognize that their
own lives, and that of the people they love, may be at risk.
·
The necessary actions required
to protect oneself, one’s household, and one’s community also protect others;
one’s decisions at all levels have consequences for all.
By now, we have witnessed what is possible when
humanity comes together to pursue a shared outcome. What shared outcome could
be more important than our long-term success on our finite planet?
É comum ouvir-se dizer que não se devem comer carnes vermelhas, mais do que uma vez por mês.
É absolutamente verdade, mas não pelos motivos invocados, que na maioria das vezes são relacionados com os milhares de dietas milagrosas, que pululam no ciberespaço.
Nos últimos anos, tenho vindo de forma pragmática a tornar-me vegan, num acto de pura consciência ambiental.
Não vou expor aqui as razões, que me levaram a isso, porque são longas. Há muito que defendo a ideia que não se deve dar peixe a um mendigo. A oferta certa é uma cana de pesca e ensiná-lo a pescar.
Para quem estiver interessado, recomendo a tese de mestrado: impactos ambientais da produção de carne para consumo humano. Professora Ylka Duarte - Universidade de Pernambuco. É uma óptima maneira de começar a abordar este tema.
Claro, que nós precisamos de proteínas, mas o velho mito de que as proteínas animais são insubstituiveis, há muito que caiu por terra. Há imensas proteínas vegetais, que fazem exactamente o mesmo efeito.
Quanto ao ambiente, leiam e percebam.
Pelo gado, fazem-se as maiores tropelias, sempre balizadas por estudos "cientificos", das empresas responsáveis. Desmatamento, desertificação, chuvas ácidas, hipercultura de soja e derivados, poluição dos lençóis freáticos, aumento das temperaturas globais por aumento desenfreado de gases com efeito de estufa, etc.
Entendam porque é que há países que preferem importar carne, em vez de a produzirem em larga escala.
Entendam todo o ciclo, de crescimento, maturação, abate.
No fim do fim, eu vou poder dizer
Tudo o que não foi dito de forma definitiva
Porque todo passado é alicerce de futuro
Nada nunca será inútil, nos tempos adiante
Nada nunca será inútil, nos tempos passados
Ainda que apenas respirar se torne difícil
E que apenas restem escombros da cidade
Sempre haverá alguém que sabe e acredita
Na escrita submersa de todos os rios
No fim do fim, eu vou poder dizer
Que o meu barco é teu, sempre foi teu.
Encham uma garrafa de plástico, de litro, com água.
Coloquem-na no reservatório da sanita. Desse modo, sempre que a usarem, poupam um litro de água.
Em média vivem por apartamento 3 pessoas e usam esse reservatório cerca de 15 vezes/dia, o que significa 450 litros / mês.
O meu prédio tem 8 andares, com quatro apartamentos por andar, o que perfaz 32 apartamentos e uma média de 14.400 descargas mensais e 14.400 litros de água poupada. Em 12 meses perfaz uma economia de água de 172.800 litros
Mas esse é o meu prédio. E o meu bairro' E a minha cidade? Contas feitas poupam-se anualmente biliões de litros de água em cada cidade.
Faça a sua parte. Todos agradeceremos no futuro.
Quando a floresta amazonica está a desaparecer a um ritmo alucinante, em nome de interesses confessos, para cultivo de soja e gado e o governo brasileiro sabe e patrocina e aproveita. (Há mais cabeças de gado no Brasil, do que habitantes). A ler e a espalhar a mensagem: impactos ambientais da produção de carne para consumo humano - Prof. Ylka Duarte - Universidade de Pernambuco.
Quando nas águas das costas do Chile, a poluição maior é de....antibióticos, derivados da aquacultura intensiva de salmão ( cada tanque tem em média 1.800.000 peixes), e o governo sabe e patrocina e aproveita.
Quando a pesca de fundo, intensiva e ilegal, extermina a um ritmo diário espécies marinhas e os governos sabem, apoiam e subsidiam.
Quando os governos discutem se o hidrogénio tem de ser verde ou azul, duas coisas são claras. Não sabem do que estão a falar, não lhes importa nem um pouco a pegada ecológica que vão deixar, e apenas cedem aos interesses e lucros imediatos.
Quando as ONG's ( nem todas felizmente), embarcam em ajudas humanitárias, é certo que alguém vai ficar mais rico e a ajuda não vai chegar ou chega muito deficitária.
Quando as igrejas, vivem numa abastança escandalosa, à custa do dízimo dos fiéis, e dado com muito sacrifício, ninguém cuida de saber que interesses há envolvidos. Os fiéis acham normal que o "bispo" Edir Macedo e acompanhantes tenham fortunas colossais e vivam impunemente como nababos?
Quando o racismo nas suas variadas vertentes, cresce em ritmo vertiginoso.
Quando há uma guerra permanente norte - sul, e se invocam os deuses para as justificar.
Quando se sabe, que uma distribuição racional e mais justa, daria para alimentar toda a gente.
Quando em pleno século XXI, se exterminam tribos inteiras de índios, como se não importasse.
Quando pessoas como Trump ou Bolsonaro ou Lukachenko conseguem chegar à chefia dos respectivos países.
Quando as redes sociais são usadas à exaustão, para tentar dirigir os rebanhos nas direcções mais convenientes.
A ideia é ficar parado a assistir ao desmoronar deste planeta? Se calhar é preciso fazer o "reset".
Mas, antes disso não será melhor tentarmos alterar o rumo? Envolvermo-nos a sério, e há tanta forma de o fazer. Não podemos apenas ficar a babar, sempre que uma miuda sueca faz o que todos nós deveriamos fazer. A pergunta é: como podemos colaborar activamente? Se já estamos a colaborar, estamos a ser efectivos? Engajem-se. Falem com a organização do Al Gore, ou outra qualquer. Sejam guerreiros em causa própria, porque nos estão a sujar a casa.
Em vez de desanimo, vamos à luta. Quando, mas quando, vamos todos pegar o futuro pelos cornos?
O mundo está doente e não se trata do covid19. Com esse está-se lidando de uma forma ou de outra.
Falo de todas as epidemias que assolam o planeta, a nossa casa.
Falo de corrupção, violações, crimes, perversidades as mais diversas, desastres ambientais provocados por gente à margem da lei, guerras sistemáticas em nome de religiões, segredos e documentos secretos que apenas alguns manuseiam, redes sociais, hackers, exterminios em nome de coisa nenhuma, governos olhando para o seu próprio umbigo.
No geral, os povos estão tristes, desanimados, caminhando sem sentido, procurando apenas sobreviver, aparentemente sem armas para fazer frente a esta batalha.
Há um provérbio chinês que diz que no fim de um jogo de xadrez, peões, reis e rainhas, voltam todos para a mesma caixa.
É verdade, somos todos iguais, com iguais capacidades, e muito capazes se o quisermos, de enfrentar e derrotar toda esta massa idiota que vive à margem da lei. Basta para isso, que não percamos o rumo e batalhemos em conjunto.
Basta de desanimos que amanhã é um novo dia. As batalhas vão ser longas e é preciso ser resiliente. Vencer uma de cada vez.
Vamos lá fazer coragem camaradas.
Se eu disser o teu nome verdadeiro
E te olhar nos olhos
Será que vais rodopiar num passo de dança
Ou te enredas em silêncios inquietos?
Se eu te disser como verdadeiramente te chamas
Vais querer saber mais, cavar fundo
Estás pronta para seguir o caminho
Ou descalças os sapatos de palmilhar chão?
Se eu te chamar pelo que tu és
E te mostrar de onde realmente vens
Tens coragem para cavalgar todos os medos
Ou vais esconder-te no escorrer de dias cinzentos?
Todos temos um nome verdadeiro, que apenas é conhecido e murmurado nos círculos mais intímos. Temos que o merecer. Escavando fundo dentro de nós, todos acabamos por saber qual é o nosso verdadeiro nome. Pelo menos eu sei o meu.
Meu nome murmurado
Florestas e perfumes num balanço da mão
Cada passo marcado na lama do caminho
Lembras-te quando os girassóis giravam?
E quando as estrelas cabiam nos nossos olhos?
Quando o tempo rodava imutável
E as bussolas apontavam fielmente o norte?
Hoje o compasso da música já não é
E cada letra de cada palavra treme de indecisão
Já não se dançam boleros nas calçadas
Não voltei a ver lagartos dormitando ao sol
As pedras já não cantam os silêncios
Nem há cavalos verdes deslizando nas savanas
Lembras-te que eu sou um inveterado optimista?
E que o azul pode ser verde ou amarelo
E que Chopin, pode ser Roberto Carlos ou Beatles
Pode se uma pintura rupestre ou Matisse
Na verdade, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma
Sei de papel passado, que posso moldar o meu mundo como quiser
Afinal, ele existe apenas na minha cabeça.
Entre a noite e o quase já ser dia
Quando o sol se atreve nos beirais
É a hora dos lobos e alcateias se recolherem
Na paragem de um tempo profundo e silencioso.
REFORMAS
Correm os ventos, limpando pegadas
Das areias e das almas de cada um
As neblinas matinais acordam
Na preguiça de um novo dia
Hora de despir conceitos e preconceitos
Reformar cobardias e desigualdades entranhadas
Sem lugar para retornos e outros arrependimentos de ocasião
Quem se julgar capaz que se apresente
Os impolutos e outros farsantes que contem os dias
Os que se julgam puros, desanimem-se e assentem praça
Quem se julgar superior ou diferente
Apenas aguarde a chuva que vem chegando
Porque vai chegar, bravia, feroz, democrática
Os pios a caminho da redenção, pensem melhor
Nem lhes passe pela cabeça jogar pedras
Porque de uma forma ou outra vão-se acertar contas
Quem se julgar capaz que se apresente
Há muita falta de seres humanos nas fileiras.
Neste deserto há também outras peculiaridades. Aqui encontra-se a welwitchia mirabilis, planta ancestral, algumas com milhares de anos, e em todo o mundo só existe aqui!